O Acto Constitutivo do O Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) realizou-se no dia 1 de Novembro de 1989, em S. Luís do Maranhão sob o patrocínio do então Presidente da República Federativa do Brasil, José Sarney. Estiveram presentes nesta cerimónia os Presidentes da República em exercício – Aristides Maria Pereira da República de Cabo Verde, João Bernardo Vieira da República da Guiné-Bissau, Joaquim Alberto Chissano da República de Moçambique, Mário Soares da República Portuguesa e Manuel Pinto da Costa da República Democrática de S. Tomé e Príncipe – e o representante de José Eduardo dos Santos da República de Angola, Lopo Fortunato do Nascimento. A importância da Língua Portuguesa e a necessidade de se conjugarem esforços para a sua utilização e divulgação, tendo em vista uma projecção crescente em todos os continentes, foram pontos de análise nesta Cimeira, conforme expresso na Declaração de S. Luís de Maranhão.
Na sequência do Acto Constitutivo realizou-se, em Dezembro de 1990, em Lisboa, uma reunião intergovernamental com a participação dos Ministros da Educação e Cultura dos Países de Língua Oficial Portuguesa que estabeleceu o “Acordo relativo ao Instituto Internacional de Língua Portuguesa” e definiu os objectivos fundamentais do IILP: “a promoção, a defesa, o enriquecimento e a difusão da Língua Portuguesa como veículo da cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico e tecnológico”.
No entanto entre 1990 e 1996 verificou-se um mutismo completo sobre o IILP. Com a criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, as preocupações com o IILP surgem na Declaração Constitutiva da CPLP – “incentivar a difusão e enriquecimento da Língua Portuguesa potenciando as instituições já criadas ou a criar com esse propósito, nomeadamente o Instituto Internacional de Língua Portuguesa”.
De facto um conjunto de reuniões e diligências conduz à realização, em 1997, da I Conferência de Ministros da Educação da CPLP da qual resultaram várias conclusões referentes ao IILP, salientando-se a revisão do seu enquadramento jurídico, a apresentação de um plano de actividades e a localização da sede em Cabo Verde. Assim, a Cimeira da Praia, em Julho de 1998, aprovou novos Estatutos do IILP e lançou a 1ª pedra para a construção da Sede definitiva do Instituto, Sede que não viria a ser construída, estando, porém, o IILP sediado em instalações adequadas à sua dignidade.
De então até hoje, várias revisões dos Estatutos foram feitas, vários directores foram eleitos e vários Planos de Actividades foram elaborados. Neste momento tenta-se um novo enquadramento e um novo processo de designar o Director.
